Glossário de Startups

Glossáro de Startups – separamos uma série de palavras comumente usadas no ambiente das Startups

A eValley acompanha de perto diversos Eventos ligados as Startups e ao empreendedorismo no Brasil, alguns destes eventos contam com a participação de Mentores, Investidores, Startups e Empresas já consolidadas que via de regra acabam por utilizar algumas das palavras citadas aqui neste Glossário de Startups.  Se você e seus sócios já passaram pela situação desconfortável de não saber exatamente o que queria dizer uma certa palavra no meio de uma reunião, este glossário é para vocês. Utilize o conhecimento com parcimônia, não adianta querer impressionar investidores, empresários e mentores com os termos que eles já conhecem. Dependendo do caso o tiro pode sair pela culatra. A utilização indiscriminada de termos do “Startupês” pode ser considerado um clichê e você poderá acabar com seu Pitch, no entando vale a pena dar uma conferida.

Glossário para Startups:

Aceleradoras

- aceleradoras são empresas que apoiam as Startups com pequenos aportes de capital, capacitação e treinamentos que em alguns casos incluem vários processos de gestão que visam fazer as empresas aceleradas a escalarem de maneira exponencial e em troca ficam com uma porcentagem da empresa.

Agil – o termo está amplamente relacionado com a metodologia Ágil de desenvolvimento de Software onde o ponto principal é diminuir os riscos de falhas e bugs através de um processo que prioriza pequenas entregas funcionais do software em curtos espaços de tempo conhecidos como Sprints. Muitas Startups utilizam-se de frameworks que auxiliam no desenvolvimento do software de forma dinâmica e totalmente de acordo com as práticas de Lean Startup. A Utilização de tais metodologias podem acelerar o processo de desenvolvimento e validação de seu MVP mas, cuidado existe uma certa confusão na utilização destes termos. Vale dar uma olhada nos tópicos “MVP” e “Lean Startup” que estão descritos mais abaixo.

Angel Investors – o mesmo que Investidores Anjo, em geral são pessoas físicas que investem uma pequena soma de dinheiro nos estágios iniciais da empresa. Esta etapa muitas vezes precede o Seed Round.

Analytics – o termo está relacionado a utilização de ferramentas de análises de dados gerados pelo Site. Google Analytics e Mixpanel são dois exemplos de ferramentas que permitem analisar padrões de comportamentos de usuários de um site.

Aquisição – ocorre quando uma empresa adquire o controle de outra através da compra de ações.

Aporte – investimento financeiro ou aplicação de capital em uma empresa.

Bootstrap – para os mais ligados em tecnologia pode tratar-se de um framework para front-end que prioriza a visualização responsiva, basicamente permite que um site seja visualizado de maneira amigável (user friendly) em Tablets e Smartphones, bem como nos Desktops mas, em “Startupês” significa que o empreendedor utiliza investimento próprio ou a receita que já está sendo gerada pelo seu negócio sem precisar da ajuda de investidores externos.

Burn Rate – na tradução literal seria a taxa de queima dinheiro ou o folego em termos de capital que a empresa possui até zerar o dinheiro em caixa.

Capital - os ativos financeiros que uma empresa de capital de risco está atualmente gerenciando ou investindo.

Crowdfunding – financiamento coletivo – consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo, em geral são pequenos aportes de pessoas físicas para financiar projetos em sua fase inicial.

Crowdsourcing – utilização de informações vindas de uma pequena multidão para resolver problemas em conjunto, testar produtos e gerar conhecimento ou soluções.

Death Valley ou Vale da Morte – é um termo usado em geral pelos investidores de capital de risco, referindo-se ao período em que as empresas recebem o seu primeiro aporte e o momento em que começam a gerar lucros. Este é um período crítico onde a maioria das empresas encontram o seu fim.

Demo Day – para as Staturtups em processo de aceleração existe uma parte do programa que recebe o nome de Demo Day ou dia da demonstração. Estes eventos podem atrair dezenas de Investidores Anjos e grupos ligados a Venture Capital, o intuito principal é que as Startups façam as suas apresentações em um determinado intervalo de tempo (aproximadamente 10 min) para exporem os detalhes de seus produtos com o objetivo final de captar novos investimentos.

Ebitda – é a sigla em inglês para earnings before interest, taxes, depreciation and amortization, ou seja, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações, o termo está relacionado com o quanto a empresa gera de recursos apenas com suas atividades operacionais, sem contar os efeitos financeiros e de impostos.

Escalar – termo amplamente utilizado em Pitches e Eventos com Startups, em geral ouve-se que que as empresas devem ser escaláveis, ou seja, elas devem ter a habilidade de acelerar o seu crescimento sistematicamente e de forma exponencial em geral através de modelos e processos repetitivos de vendas e aquisição de novos clientes sem que haja a necessidade de utilizar novos recursos. Se por exemplo, a sua empresa precisa de novas equipes ou aquisição de novas tecnologias a cada venda que ocorre, esta não possui um processo escalável.

IPO – Initial Public Offering ou Oferta Pública Inicial é o momento em que a empresa faz a sua primeira venda de ações tornando-se uma empresa de capital aberto para posteriormente iniciar as negociações em bolsas de valores.

Lean Startup – termo criado pelo estadunidense Eric Ries, com base no conceito Lean que pode ser traduzido como “enxuto”,  bem resumidamente é uma metodologia elaborada sobre processos de gestão que tem por objetivo evitar os desperdícios de tempo, custos e recursos para criar produtos com maior qualidade e um Time-to-Market mais rápido. De acordo com a metodologia é possível aplicar o ciclo Build – Measure – Learn (Construir – Medir – Aprender), onde usuários podem testar diversas hipóteses de como o produto pode ser útil ao mercado. 

MVP – do inglês Minimum Viable Product e que em portugês pode ser traduzido como Produto Minimamente Viável é um dos ciclos empregados na metodologia de Lean Startup onde com base nas hipóteses já pré-estabelecidas é possivel criar no menor espaço de tempo, produtos coesos e úteis que tenham valor agregados a ponto de gerar receita para seus clientes e acelerar o processo de aprendizagem e desenvolvimento baseando-se no feedback dos mesmos. Algumas Startups acabam confundindo o termo com a elaboração protótipos com poucas funcionalidades e que podem ser testados por seus clientes mas na verdade o objetivo é acelerar este processo de aprendizagem para questões que vão além da parte técnica ou design e tem mais a ver com o teste de hipóteses que são fundamentais ao andamento do negócio.

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